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Era uma vez...
Tive que ir lá, depois de tanto tempo. Foram anos só de lembranças e tive que recordar os momentos Na pele. Antes, eu guiava todos. Agora, eu me guiava. Foi engraçado entrar na avenida, ver aquela imensidão de placas, Lembrar de cada calçada, de cada pizzaria. Me arrepiei de voltar aos prédios, de enxergar o passado, De todos saindo pelas escadarias, indo ao térreo. Como passa o tempo! Lembrei das comidas que haviam para vender, Do saquinho com vários pães de queijo, Das comidas que eu fazia, Do cheiro da cozinha. Engraçado... A grande sensação foi lembrar o que eu pensava, Quais eram os dramas, as alegrias, as esperanças, As dúvidas. As aflições não foram em vão. Aqui estamos! Doeu forte o coração, aperto ardente. Ai, que saudade! Andei por aquelas ladeiras todas, As subidas, as descidas, E conclui que hoje elas são menos íngremes. Não deu nem para cansar. Engraçado... Os carros continuam lá, até os destruídos, sem rodas, Nem faróis, todos batidos, em frente a delegacia. Me deu saudade do bolo de fubá, e o fiz assim que cheguei. E ele pareceu bem mais fácil, sujou bem menos louça, Assou mais rápido. Engraçado... Não queria mais ir embora, Mas parece que vou ter de voltar lá. E sabe, nem me incomodei com isso. A distância não se tornou mais um problema. Engraçado... Tudo continua igual. As casas, as lojas, As portarias, a comida, os ambulantes, A banca, o cheiro da rua, o guardador de carro. Tudo intacto. A única coisa que mudou dentro de tudo isso Foi eu.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 19h59
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Pantera
Tudo azul, tudo lindo. Frase típica de quem quer dizer que está tudo bem. Mas eu sou uma das poucas pessoas, Muito privilegiadas, diga-se de passagem, Que pode dizer que está “tudo rosa, tudo lindo”. Por poucos minutos pude ver o mundo cor-de-rosa, Literalmente. Era tudo rosa. Não usei drogas, não alucinei, Mas o mundo era rosa, ao menos o pequeno mundo Em que me encontrava. Havia um homem negro vestido todo de branco. A cor de sua pele não se alterou - A lei do dominante e recessivo -, Mas sua roupa era cor-de-rosa, Sua unha era cor-de-rosa, A parede atrás dele, o armário, A tela do computador, a janela. Tudo cor-de-rosa. E eu que relutei tanto para entrar naquela sala. O que é incurável me permitiu ver o mundo De forma tão peculiar. O preto-cor-de-rosa me olhava e questionava se eu estava bem, Porque eu virava o pescoço para todos os cantos Tentando ver o maior número de coisas cor-de-rosa. Estava tudo bem, Sr Preto-Cor-de-Rosa, Está tudo rosa! Pena que durou pouco. Ele já havia me avisado que seriam no máximo dez minutos. Poucos podem contar como é isso. Incrivelmente o mundo da Penélope. Saindo de lá, sem alucinações, Sem drogas e sem qualquer efeito, O mundo cinza me esperava. Como é ruim voltar assim à realidade.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 19h57
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Responde
Depende do que é fim pra você. Fim do dia, fim da semana, Fim do mês, fim do ano, Fim do fim, fim do que começamos, Fim do que terminamos. Ou o fim não é de final, E sim de finalidade? Nos encontramos no fim Ou a fim de? Enfim, não consigo ver esse fim. Porque me perdi no começo. Eu achava que o fim tinha chegado A fim de por fim, Mas se você diz que nos encontramos no fim, Me explica qual o caminho a fim de eu chegar lá? Se eu vou aqui e você vai aí, nos encontramos no fim? Porque se eu saio daqui e você daí, vamos nos encontrar no meio. No meio é melhor, mais longe do fim. Na verdade, na metade do caminho pra ele, Seja qual for o lado do fim. Aqui ou aí. O que é o fim passado tanto tempo? O que define que o fim já chegou? Vou explicar porque. Quando o fim chega, acaba o conteúdo, As letrinhas sobem na tela. A música para de tocar, A fome passa, o sono passa, o sol nasce, o sol se põe. Coisas definem o fim das coisas. E quando nada diz que o fim chegou, Como saber? Prefiro pensar que o fim nunca chega. Aliás, tudo hoje é reflexo de nunca permitir o fim chegar, Porque senão teria deixado ele finalizar tudo há tempos. Mas a minha paciência não tem fim, Assim como outras coisas mais dentro de mim. A fim de não ver o fim, prefiro não te encontrar no fim, Porque senão nos encontraremos e fim. E fim para mim não põe fim a nada. Vou daqui, você vai daí e nos encontramos no meio, Fazemos um meio e deixamos o fim para o fim. A música não para, as letras não sobem, a fome não passa, Só quero por fim nesse silêncio E começar tudo de novo, enfim.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 01h16
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Mural
Sempre que eu estou lá é assim quando fecho a porta. São várias. Comigo, com amigos, família, Pessoas que amo muito, pessoas que amo menos, Pessoas que sinto saudades. Tem as com foco, as sem foco. As coloridas, as pretas e brancas. As pretas e brancas cheias de cores. As coloridas sem alma, pretas e brancas. Com brilho, foscas. As contra-luz. Sorrindo, séria, abraçando, beijando, Pulando, sentindo o vento. De locais, lugares que estive, Lugar que sonho estar. Cidades que amei, cidades que visitei, Cidades que sonhei, cidades que vivi. Estados com praia, Estados sem praia. Capitais, interiores, litorais. Dunas, mato, rios, mares, lagos. Lugares de gente rica, lugares de gente pobre, Mas sempre lugares de gente de muito coração. Amigas para sempre, Amigos de uma semana para a vida inteira, Amores, desamores. É tanta gente. Tem as de 10, 13 e 18 centímetros. Tem as que eu escolhi estar, Tem as que me obrigaram a posar. Tem as que estou sozinha imaginando a companhia. Mas é uma vida mista de emoções retratada ali. Tem eu, tem tu, tem ele, Tem nós, tem vós, tem eles. Tem tudo. Tem todos. Mas só eu penso compreender cada uma delas. E é assim sempre que fecho a porta Do meu mundo. Meu mundo retratado.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 09h00
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Fulaninho de tal...
Sabe, estava pensando...Se fosse macho, se chamaria Olavo. Única e exclusivamente que foi lá que pude Olhar de novo nos seus olhos, No fundo dos seus olhos fundos. Depois de tantos e tantos e tantos anos, Foi lá. E essa seria a homenagem. Fazer uma vida crescer sob a regência do nome Do local do reencontro. Não que eu goste ou admire o nome. É só para eternizar o momento numa vida. Mas, sabe... não é macho e não existe, na verdade. E mesmo se existisse, não seria seu. São apenas divagações de uma vida calma Que teme ser abreviada.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 16h55
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Grata, volte sempre
E são inevitáveis tais perguntas. E se tivéssemos dado certo? E se tudo tivesse saído como o meu plano? E se os encontros e telefonemas resultassem em algo maior? E se tudo o que sentíamos tivesse virado amor? E se todo aquele calor fosse um verão para a vida inteira? E se todos aqueles abraços virassem algo real? E se a nossa vida fosse hoje uma só? E se todos os cinemas, jantares e saídas fossem com você? E se seu número fosse o mais discado pelo meu celular? E se a sua rua fosse a mais visitada por mim? E se seu porteiro já me deixasse entrar sem interfornar? E se eu já tivesse escolhido um lado da nossa cama? E se a minha toalha fosse estendida ao lado da sua? E se tivéssemos dado certo? E se tudo isso tivesse acontecido eu só teria uma resposta Eu não seria tão feliz como sou hoje, sem tudo isso. Obrigada por não ter resposta para inevitáveis perguntas. Obrigada por tudo que poderíamos ter sido e não fomos.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 16h49
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Velha?
É legal fazer aniversário, né?
Você acorda um dia e pronto, está um ano mais velho.
Esperamos do dia seguinte ao aniversário ao dia anterior a ele no ano seguinte
Por essas 24 horas.
Há quem diga que não gosta de comemorar.
Provavelmente é algum velho de idade ou espírito,
Que não lembrar que mais um ano passou com relação
À alguma coisa.
Eu gosto e desgosto.
Gosto porque é "meu dia"
Mas, particularmente, é um dia muito ingrato para comemorações
Porque o mundo já está em festa.
Enfim, será assim até eu morrer,
E em 24 anos até já deu para acostumar.
Mas esse "envelhecimento" de um dia para o outro é determinado
Pelo quê?
Quando eu era criança me imaginava com 15 anos,
Mais velha, madura, dona de mim.
Quando fiz 15 anos olhei para mim e disse:
E?
E agora? Tenho 15 anos e? O que mudou para os 14?
Exatamente naquele dia, nada.
Mas nos dias e semanas seguintes as coisas foram mudando.
Mas na adolescência os dias são favoráveis a nós.
Eles trazem novidades, crescimento físico,
Muito aprendizado no colégio.
Aos 24, o que muda comparado com os 23?
Hoje, ainda nada. Mas ainda nem passei dos 24,
Estão "sendo completados".
O que parece é que os anos demoram muito para fazerem efeito em nós.
Quando você finalmente se sente maduro o suficiente
Para assumir aquela idade,
Vem outro aniversário.
E aí a idade velha já era,
Porque você precisa se habituar à nova.
Mas tudo parece mais como uma
Traquinagem da vida,
Afinal, assim nunca paramos.
Eu sempre achei que conforme fazíamos aniversário
Nossa cabeça mudava.
Acordei mais velha,
Acordei outra pessoa.
E muitas vezes me pergunto como é a cabeça
De alguém de 50.
Será que há insegurança como alguém de 16?
Não sei responder e nunca questionei um
Quinquagenário sobre isso.
Mas sei que em alguém de 24 há inseguranças
De pessoas com 16, 27, 38 e 10 anos.
E quem sabe daqui 26 anos eu possa responder
A minha própria pergunta.
Acho que a fórmula é a seguinte:
A cada ano vive-se um novo e mais
Todos os outros que já foram vividos.
Você ganha mais 365 dias de uma vida nova
Acoplada com outros 365 dias multiplicados pelos anos já vividos
Tudo de uma vez só, em um dia só, a nova chance.
Ainda me sinto com a idade antiga,
Mas saúdo a idade nova.
Em pouco tempo eu me acostumarei.
Eu sei, é sempre assim,
Todo ano a mesma coisa.
E agora? E agora aos 24?
E agora, nada.
E agora, é viver,
Porque essa será a única chance de se viver esses 24 anos.
Divididos e vividos em 365 dias
Mais os outros 8.395 dias acoplados.
E Viva!
Escrito por Lilian El Maerrawi às 01h11
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Vida Nova
E algo de repente nos faz parar.
Pare, olhe, escute,
E não é o trem que vem vindo.
Temos por (mau) hábito planejar
Começos e reinícios para o primeiro dia da semana,
Para o primeiro mês do ano.
A esperança é que segundas-feiras
(Que é o segundo dia da semana)
E janeiros tenham mágica em seus dias e horas.
Mágicas capazes de mudar vidas, rumos, cursos.
Tudo que começa na segunda-feira ou em janeiro
Tem mais força para realizar-se.
Será? Ou é sempre uma desculpa de adiamento,
Apenas.
Esperamos o ano começar para ter uma vida nova,
Mas a vida nova começa a cada dia novo.
Não coloque esperança e certezas apenas no ano que começa
Porque o que se encerra ainda é tão especial
Quanto será o próximo, um dia.
Em dezembro geralmente fazemos um balanço de como foi o ano.
Alegrias, tristezas, perdas. Foi bom? Foi ruim?
O que determina isso?
Mas a nossa chance de dizer "foi bom" é a cada 24 horas.
A cada acordar é uma nova chance de fazer melhor,
De ser melhor, de conquistar, de emagrecer,
De engravidar, de casar, de ser feliz.
É o dia de hoje a bola da vez.
Foi nesta manhã a contagem regressiva
E será nesta noite o juízo final,
O balanço do bom e do ruim.
O presente é tão presente que vem novinho em folha
Todas as manhãs.
Então não deixe para que
"2009 seja melhor"
E tenha apenas um
"Amanhã melhor"
Porque é injusto com o seu presente menosprezá-lo
Só porque o futuro lhe parece mais atrativo e sedutor.
Não se desgaste com projetos para uma vida nova num ano novo.
Tenha uma vida nova a cada dia e assim
Construa o seu ano .
Seja feliz sempre, todos os dias,
Por que esperar por janeiro?
Falta taaaanto tempo ainda.
Melhor sorrir hoje.
De repente vem o sinal do
Pare, Olhe, Escute.
É a vida dando sinal,
Lhe alertando de que ela não é o trem,
Mas sim passageiro.
Piadinha infame simplesmente para lembrar-te
Faltam alguns dias para 2008 terminar.
Que tal fazê-lo feliz?
Sua chance é simplesmente hoje,
Porque, simplesmente, amanhã pode não chegar.
Saúde, felicidade e alegria.
E Feliz Ano Novo!!!
Feliz Ano Novo todos os dias!
Feliz Vida Nova Sempre!
Escrito por Lilian El Maerrawi às 21h49
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Primeiro Dia
Falamos tanto dos sábados, dos domingos.
Mas a idéia é falar da segunda-feira.
Temida, mal esperada,
Riscada de muitos calendários.
A espessante de muitas emoções.
Presta atenção:
Você sai no fim de semana,
Faz diversas coisas, ou poucas,
Não importa,
Mas faz coisas.
Coisas que te fazem bem,
Coisas que te fazem mal.
Pessoas que nascem,
Pessoas que morrem.
Beijos, carinhos, abraços,
Pessoas novas.
As emoções do fim de semana
Podem ser inúmeras
E costumam ser fortes.
Viagens, trilhas, kart, cinema, teatro,
Balada, competições.
Então, quando acordas na segunda-feira
Relembra tudo o que aconteceu, e,
Preste atenção,
Como tudo fica mais forte,
Mais definido, redefinido.
As tristezas são mais densas,
Porém mais claras. E continuam fortes.
As festas e baladas tornam-se mais reais.
Sabe aquela sensação de que tudo não passou de um sonho?
A segunda-feira mostra-nos que não,
Que foi real. E que toda a diversão foi intensa e verdadeira.
O amor, ou o surgimento dele, bate diferente
Na segunda-feira.
Não é mais daquela forma aguda,
Que dispara o coração.
É mais calmo, mas mais intenso,
Mais forte, mais marcante,
E com um gosto de saudade
Que engasga.
O sentido de tudo é sentido
Na segunda-feira.
O olhar crítico já é mais distante dos fatos
E talvez por isso, tudo mais claro e mais forte.
Mas não adianta, a segunda-feira torna tudo maior
E continua sendo odiada.
É só pensarmos que a segunda-feira
É a ratificação de tudo.
Ela valida as verdades e carimba seu passaporte
Para mais alguns dias de espera até o fim de semana,
Quando você sentira tudo de novo
E temerá a sua chegada.
Pobre segunda-feira.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 15h54
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VideoGame
E eu tento, tento, tento.
Não satisfeita, tento de novo.
Tenho mais “vidas” que o Mario Bros.
Vou gastando as tentativas,
Traçando estratégias,
E tentando de novo.
Tento da direita para a esquerda.
Da esquerda para a direita.
De cima para baixo.
De baixo para cima.
Nas diagonais, perpendiculares, tangentes.
E gasto sem dó minhas “vidas”.
Coloco a cápsula B do Alex Kid
E tento.
Ao menos estou imune aos seus raios e trovões.
Já desgastei os botões do controle remoto,
De tanto tentar.
Mas insisto incansável,
Como o PackMan.
Mas não quero salvar princesas de monstros terríveis
Em castelos inatingíveis.
Nem salvar nenhuma cidade ou planeta.
Quero somente terminar esse jogo, e vencê-lo.
Não tenho nenhum Luigi para me ajudar,
Nem os Power Rangers Azul, Preto e Amarelo. Nem o Vermelho.
Não uso carros que voam, não ando sobre a água,
Não entro em tubos subterrâneos,
Não vejo flores que cospem fogo,
Não pego moedas voadoras,
Não chuto tartarugas, nem arremesso seus cascos.
Apenas tento sair desse jogo. E queimo cartucho para isso.
De vez em quando dá tilt.
Aí eu tiro a fita, dou uma assoprada no vão
E recoloco para mais uma tentiva.
Isso está mais para Palavra-Cruzada, Batalha Naval
Ou até mesmo Campo Minado.
E haja Paciência.
E eu tento, tento, tento, tento.
Queria mesmo que você fosse meu controle do Wii.
Me avisa quando der Game Over.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 02h08
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Secretária Eletrônica
O papo é reto. Direto.
Me deixa dormir.
Quero te ver, quero falar com você.
Sinto sua falta.
Sinto saudade da sua presença.
Gosto de ouvir a sua voz.
Aparece, liga, manda mensagem.
Deixa recado.
Sem muito nhém nhém nhém.
Chega, fala, faz.
Ok?!
Era só para deixar esse recado mesmo.
To indo. Te espero.
Beijosmeliga.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 15h44
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Obrigada pelo seu tempo
Eu sempre pensei assim,
Mas faltava o tom que me fizesse falar.
Não julgue com quais armas as pessoas lutam por si.
Muitas vezes são armas de fogo, certeiras e mortais.
Em uma única miragem, acertam o alvo, eliminam o inimigo
E ganham o jogo. Limpo ou sujo, vencem.
A arma pode ser branca. Afiada, afinada como orquestra.
É passo por passo, estágio por estágio,
Até alcançarem a marca maior.
Aos poucos, acertam o alvo. Limpo ou sujo, vencem.
Tem quem lute com armas de palavras.
Arquitetadas estrategicamente para chegar ao alvo.
E nessa luta, sai sangue da mesma maneira.
As palavras ofendem, derrubam, rompem circunstâncias.
E são apenas coisas ditas. Sujo ou limpo, vencem.
Há quem prefira lutar com armas no olhar.
Mapeiam o alvo, os inimigos
E golpeiam certeiramente, na estratégia.
Mas os olhos sempre entregam.
As armas brancas ou negras não falam.
A boca não fala assim, nem tanto quanto os olhos.
E os seus já foram identificados no radar.
Existem as lutas sem causa,
Em que são soltos golpes com a mão, o pé,
Os olhos, a boca, facas, armas de fogo.
O problema não é a agressividade do ataque,
E sim sua falta de propósito.
Lutas por lutas, sem sentido.
Por algo que se busca mas que não foi mapeado,
Apenas suposto.
Não dá para julgar, afinal todos lutam por si,
E por mais que se amarrem em circunstâncias
Fecham os olhos quando interessa,
E lutam com vendas nos olhos.
Mais fácil para justificar sua luta desproposital
E tantos feridos no fim dela.
Mas a pior das lutas é a sem arma.
Aquela que se luta para chegar a tal lugar,
Sem arma, sem pressa, sem estratégia,
Apenas pelo sabor de lutar e de se sentir viva.
Quer mais do que sentir teu coração pulsar todos os dias
Para sentir a vida?
Olhe para o lado e veja se não estás numa cama de hospital
Presa à aparelhos, com máquinas bombeando seu sangue.
Porque sua luta nunca foi luta.
E mesmo quem luta, mesmo que com armas fatais, ainda faz isso para
Satisfazer um coração que bate.
Escrito por Lilian El Maerrawi às 02h34
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Gestão Financeira
E essa sociedade precisa ser analisada pelos contadores.
Parece que ainda não há definição por produtos ou serviços.
Se for produto, os lucros podem ser maiores
E o crescimento a longo prazo.
Mas de acordo com a análise,
A prestação de serviços não seria a melhor opção.
Se for, para quê sociedade?
Melhor cada um prestar e receber o seu.
É necessário estabelecer o preço desse produto
E definir os valores dos custos.
Depois disso, chegar a um preço de venda
E percentual de lucro.
Além de saber qual é a margem de contribuição
De cada produto a mais vendido.
P= C + %Lucro
Nesse caso, qualquer lucro é muito lucro.
As despesas gastas nessa produção estão concisas.
Isso é ótimo para o nosso negócio!
Porém o investimento ainda é pouco,
Há algumas perdas e o custo ainda é alto.
Melhor irmos direto ao nosso Balanço Patrimonial.
O Ativo Circulante é alto.
Muitos valores pendentes a receber de você.
Porém o Ativo Permanente ainda é considerado razoável.
Para isso, fiz uma grande PDD –
Provisão para Devedores Duvidosos.
Não há dúvidas de que há muita dúvida nesses pagamentos.
O que está baixo também é o Capital de Giro.
Partindo-se do princípio que o cálculo é feito assim:
CG = Todos os Gastos x 6
Eu precisaria de milhões para manter o negócio ativo,
Já que esses gastos me custam muito!
É, parece que esse negócio está em depreciação,
Analisando a demanda de mercado,
A oferta e os preços da concorrência.
Ainda há a chance de se investir para que o negócio cresça,
Se estabilize e ganhe uma grande parcela do mercado,
Desbancando os concorrentes.
Mas negócios e economia nunca foram o seu forte.
Aliás, é válido lembrar que o seu capital social
É 58,41% menor que o meu.
O que pode-se concluir que
O maior investimento na sociedade é meu.
Ainda há de se pensar no Ativo.
O Realizável a Longo Prazo é animador!
Muito a se fazer e, diga-se de passagem,
A curto prazo também.
Mas voltaremos ao desânimo se olharmos para o
Passivo Circulante.
Duplicatas e dívidas empilhadas em cima
Da minha cabeça.
O Exigível a Longo Prazo dá um alento.
Ao menos, o que se exigir.
*Continua abaixo
Escrito por Lilian El Maerrawi às 14h06
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Vamos tentar então a análise da Rentabilidade do Ativo?
♦% = V Final – V Inicial x 100
__________________________
V Inicial
Isso nos dá a margem de comparação
Com outras empresas de mesma parceria
E também na evolução ao longo do tempo
Da nossa sociedade.
Resultados desastrosos, não?
Acho que entramos no vermelho.
O que pode-se concluir é que os custos do produto
Estão alto demais.
E os rendimentos, baixos
Já que as vendas caíram drasticamente
E essa economia está em recessão.
Meios de investimentos, há.
Mas é necessário unir forças para isso.
Essa sociedade, de anônima, passou a limitada.
Porém o mais certo de resultados seria uma
Sociedade Ilimitada.
Temos que encontrar o denominador comum em tudo isso,
Para então aumentar a produção,
Melhorar a qualidade do produto,
Sem ter que buscar mão-de-obra especializada no mercado.
Assim manteremos as despesas,
Diminuímos os custos,
Aumentamos o investimento,
Dobraremos a margem de lucro
E agregaremos valor a marca,
Só para não deixar o marketing de lado.
Ou então, meu amor,
Declaramos falência!
*Valeu, Vivi!
Escrito por Lilian El Maerrawi às 14h05
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Descalcule
Matemática?
Não entendo a sua.
Mas que contas são essas? Desconexas.
Divisão de amores.
Subtração de pessoas.
E nada de soma.
Nem sinal de multiplicação.
O seu “X” é de “cruz credo” mesmo.
Sem chance de divisão de bons momentos.
Nem diminuição de distância.
É só soma de dias e mais dias que passam.
E multiplicação de irritações.
Ah, mas eu sempre soube que matemática é chato.
Sempre foi a matéria que eu mais odiei na escola,
E a que eu mais estudei.
Mas essas equações têm muitos colchetes, parênteses,
Sinais que confundem a soma total,
Que de acordo com meus cálculos
Deveria dar dois,
Mas está dando três, quatro, cinco e seis.
Adoro biologia e química,
Mas meu forte é português.
Conjugações no Imperativo Afirmativo,
Que é provém tanto do Presente do Indicativo,
Como do Presente do Subjuntivo.
Saia Tu! Saia Você!
Escrito por Lilian El Maerrawi às 23h43
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