::A VIDA NA TELA:: vale para todos:: e vale para ninguém::


Gestão Financeira

E essa sociedade precisa ser analisada pelos contadores.

Parece que ainda não há definição por produtos ou serviços.

Se for produto, os lucros podem ser maiores

E o crescimento a longo prazo.

Mas de acordo com a análise,

A prestação de serviços não seria a melhor opção.

Se for, para quê sociedade?

Melhor cada um prestar e receber o seu.

 

É necessário estabelecer o preço desse produto

E definir os valores dos custos.

Depois disso, chegar a um preço de venda

E percentual de lucro.

Além de saber qual é a margem de contribuição

De cada produto a mais vendido.

P= C + %Lucro

Nesse caso, qualquer lucro é muito lucro.

 

As despesas gastas nessa produção estão concisas.

Isso é ótimo para o nosso negócio!

Porém o investimento ainda é pouco,

Há algumas perdas e o custo ainda é alto.

 

Melhor irmos direto ao nosso Balanço Patrimonial.

O Ativo Circulante é alto.

Muitos valores pendentes a receber de você.

Porém o Ativo Permanente ainda é considerado razoável.

 

Para isso, fiz uma grande PDD –

Provisão para Devedores Duvidosos.

Não há dúvidas de que há muita dúvida nesses pagamentos.

 

O que está baixo também é o Capital de Giro.

Partindo-se do princípio que o cálculo é feito assim:

CG = Todos os Gastos x 6

Eu precisaria de milhões para manter o negócio ativo,

Já que esses gastos me custam muito!

 

É, parece que esse negócio está em depreciação,

Analisando a demanda de mercado,

A oferta e os preços da concorrência.

 

Ainda há a chance de se investir para que o negócio cresça,

Se estabilize e ganhe uma grande parcela do mercado,

Desbancando os concorrentes.

Mas negócios e economia nunca foram o seu forte.

 

Aliás, é válido lembrar que o seu capital social

É 58,41% menor que o meu.

O que pode-se concluir que

O maior investimento na sociedade é meu.

 

Ainda há de se pensar no Ativo.

O Realizável a Longo Prazo é animador!

Muito a se fazer e, diga-se de passagem,

A curto prazo também.

 

Mas voltaremos ao desânimo se olharmos para o

Passivo Circulante.

Duplicatas e dívidas empilhadas em cima

Da minha cabeça.

O Exigível a Longo Prazo dá um alento.

Ao menos, o que se exigir.

 

*Continua abaixo



Escrito por Lilian El Maerrawi às 14h06
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Vamos tentar então a análise da Rentabilidade do Ativo?

 

♦% = V Final – V Inicial x 100

__________________________

                  V Inicial

 

Isso nos dá a margem de comparação

Com outras empresas de mesma parceria

E também na evolução ao longo do tempo

Da nossa sociedade.

Resultados desastrosos, não?

Acho que entramos no vermelho.

 

O que pode-se concluir é que os custos do produto

Estão alto demais.

E os rendimentos, baixos

Já que as vendas caíram drasticamente

E essa economia está em recessão.

 

Meios de investimentos, há.

Mas é necessário unir forças para isso.

Essa sociedade, de anônima, passou a limitada.

Porém o mais certo de resultados seria uma

Sociedade Ilimitada.

 

Temos que encontrar o denominador comum em tudo isso,

Para então aumentar a produção,

Melhorar a qualidade do produto,

Sem ter que buscar mão-de-obra especializada no mercado.

Assim manteremos as despesas,

Diminuímos os custos,

Aumentamos o investimento,

Dobraremos a margem de lucro

E agregaremos valor a marca,

Só para não deixar o marketing de lado.

 

Ou então, meu amor,

Declaramos falência!

 

*Valeu, Vivi!



Escrito por Lilian El Maerrawi às 14h05
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Descalcule

Matemática?

Não entendo a sua.

Mas que contas são essas? Desconexas.

 

Divisão de amores.

Subtração de pessoas.

E nada de soma.

Nem sinal de multiplicação.

 

O seu “X” é de “cruz credo” mesmo.

Sem chance de divisão de bons momentos.

Nem diminuição de distância.

 

É só soma de dias e mais dias que passam.

E multiplicação de irritações.

 

Ah, mas eu sempre soube que matemática é chato.

Sempre foi a matéria que eu mais odiei na escola,

E a que eu mais estudei.

 

Mas essas equações têm muitos colchetes, parênteses,

Sinais que confundem a soma total,

Que de acordo com meus cálculos

Deveria dar dois,

Mas está dando três, quatro, cinco e seis.

 

Adoro biologia e química,

Mas meu forte é português.

Conjugações no Imperativo Afirmativo,

Que é provém tanto do Presente do Indicativo,

Como do Presente do Subjuntivo.

Saia Tu! Saia Você!



Escrito por Lilian El Maerrawi às 23h43
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Ressaca

Tomei um porre,

Desses que você esquece até seu nome,

RG, endereço.

Sai cedo do trabalho e andando vi umas pessoas num boteco,

Me pareciam tão alegres e falantes, que resolvi ver o que bebiam.

Cana da boa.

Envelhecida alguns tempos no barril de carvalho,

Vai uma, vão duas, vão três, vão quatro,

Parei de contar.

Sai meio torta e continuei a andar.

Aproveitei o tempo e o estado e resolvi conhecer mais São Paulo,

E os arredores de onde trabalho.

Caminhei por debaixo do Minhocão,

O chamado Elevado Costa e Silva.

Por cima, de carro, mal se vê a estrutura.

Vigas espessas que sustentam aquelas toneladas de veículos.

Bom saber o que me sustenta quando passo.

Logo na frente havia outro bar com mais uma turma animada

Com a terça-feira ensolarada.

Uma loira gelada punha gosto na conversa. Nada mal.

Pedi umas e bebi mais um pouco.

A saída foi um pouco torta, mais do que a “cana do carvalho”.

Peguei o metrô. Há quanto tempo não pegava esse meio de transporte?

Estranho que não entendi se estava bêbada ou se realmente vi aquela cena.

Após comprar meu bilhete, desci as escada rolante seguindo para a plataforma

E vi duas placas:

-->Corinthians Itaquera

Palmeiras Barra Funda <--

Corintianos e palmeirenses assim, lado a lado, no metrô?

E o pior, só tinha são paulino na plataforma!

Devia estar muito bêbada!

Enfim, peguei meu rumo. Andei algumas estações e voltei pro mesmo lugar.

Continua tudo a mesma coisa, exceto eu não me lembrar de nenhum japonês

Nem entrando, nem saindo da estação Liberdade.

Passeei mais um pouco pela região e vi umas pessoas numa conversa séria em um boteco.

Bebiam vinho Chapinha. Chapinha?

Para mim isso era aquela placa pelante que passava no cabelo para ficar assim,

Japonesa da Liberdade.

Enfim, manda-me as doses.

Com a língua “arroxeada” continuei o passeio e foi bom.

Consegui ver que tem um supermercado chinfrim ali perto,

Um açougue horrendo e fedorento,

Uma casa lotérica para o dia em que eu confiar que ganharei muitos milhões na mega-sena,

Dentre uma passada tropeçada na outra, ainda vi um brechó

E uma velha que deu uma cusparada no chão,

Assim, no melhor estilo malandrão.

Cabelos brancos cacheados, saia no joelho, bolsinha de mão

E cuspe no chão. Cadê a estranheza?

Eu, heim!?

Cerveja, vinho e cachaça. Terça-feira a tarde.

É bom mudar a rotina um pouco.

Voltando para meu caminho, vi um sebo.

Livros do teto ao chão. Bons e ruins.

E uma cesta ao fundo da loja com inúmeros exemplares,

De Shakespeare a Ariano Suassuna.

“Três por R$1”, dizia a placa.

Três livros dessa qualidade por um real????

Poxa, paguei R$3 em cada dose da “cana do carvalho”.

Dava pra levar uns 38 livros.

Credo, insisto em não acreditar.

Essa gente parece que bebe. 



Escrito por Lilian El Maerrawi às 00h33
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